Novidade: transplante de útero!

Mulheres incapacitadas de gerar, em breve contarão com mais um recurso para realizar o sonho de ser mãe: o transplante de útero. A equipe da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, espera realizar em poucos meses o primeiro transplante de útero com a finalidade exclusiva de que a receptora engravide.

Esta possibilidade destina-se às mulheres que não têm útero, seja por terem nascido sem o órgão, seja por remoção do mesmo em decorrência de cirurgias e doenças uterinas.

Como ocorre em qualquer outro transplante de órgãos, a receptora deveria fazer uso de medicamentos antirrejeição pelo resto da vida. Para evitar isto, a equipe da Cleveland decidiu que essas mulheres ficarão com o útero transplantado somente até conceberem no máximo 2 bebês. Depois disto, o útero será removido. Desta forma, estarão livres dos remédios e dos sintomas advindos de seu uso contínuo.

A polêmica em torno do transplante de útero

O transplante de útero tem gerado polêmica desde o início do projeto pela preocupação dos médicos com o uso dos medicamentos antirrejeição durante a gestação. O idealizador do projeto, Dr. Andreas G. Tzakis, relatou ao The New York Times, que a equipe passou anos pesquisando casos de milhares de mulheres transplantadas de rim e fígado que engravidaram após o transplante e continuaram com a medicação na gravidez: na grande maioria dos casos, não houve problema algum e os bebês nasceram saudáveis, o que tranquiliza a equipe e permite a continuidade do projeto de forma mais segura.

De qualquer forma, as mulheres que desejam passar pelo transplante de útero são bem informadas sobre todos os procedimentos e têm tempo para decidir se querem realmente receber o órgão.

Até o momento, a Suécia é o único país onde o transplante foi realizado com sucesso. Lá, a primeira paciente a receber um útero transplantado teve seu bebê em 2014.

Triagem para o transplante de útero

As candidatas ao transplante devem ter os ovários, estar em um relacionamento estável, não sofrer qualquer transtorno psicológico ou problemas de relacionamento, pois devem ter uma certa estrutura psicológica e emocional, além de apoio do parceiro, para lidar com o transplante e fazer parte deste estudo.

As tubas uterinas não serão ligadas ao útero, uma vez que posteriormente o útero sera removido, portanto todas as pacientes passarão por fertilização in vitro.