Reprodução humana: quanto menos estresse, melhor!

Estima-se que 25% dos casais em tratamento de reprodução humana desistam de engravidar por causa do estresse. Dos casais que estão tentando engravidar, 2 em cada 5, cerca de 39%, mencionam que o relacionamento ficou mais tenso durante as tentativas. Pois saiba que o estresse atrapalha não apenas a relação, mas o tratamento em si. A solução é pegar mais leve!

Estresse, ansiedade, preocupação, auto cobranças, dúvidas e angústias são alguns dos sentimentos que afloram nos casais quando percebem que a gravidez tão desejada não acontece e que isto pode significar que um dos dois ou ambos são inférteis ou têm problemas de saúde

Alguns sentem vergonha e passam a evitar o convívio social; outros podem entrar em depressão… O forte estresse emocional nos casais com dificuldade para engravidar pode afetar ainda mais o potencial de fertilidade e atrapalhar inclusive o tratamento proposto pelo médico. Nestes casos, procuramos auxiliar emocionalmente o casal que precisa de apoio. Há situações em que psicoterapias são muito bem-vindas para o sucesso do tratamento e o papel de um psicólogo é de fundamental importância.

Em consulta, cerca de 42% dos homens e 26% das mulheres relatam aumento de estresse em seus relacionamentos durante o período de tentativas. Dos que estão em tratamento de reprodução humana, 25% abandonam os procedimentos em decorrência do impacto psicológico nos casais.

Como o estresse interfere nas tentativas de gravidez?

O estresse pode desequilibrar as taxas hormonais e consequentemente, bagunçar o funcionamento dos ovários, desregulando o ciclo menstrual e, por vezes, interrompendo a menstruação. Nos homens, pode ocorrer queda na produção espermática, no volume seminal, redução da libido e até mesmo interferir na ereção.

O fato de ter que recorrer à medicina reprodutiva ainda gera conflitos para muitos, que nem sempre contam com o apoio da família no que diz respeito às técnicas de fertilização, agravando a situação. Ressaltamos que infertilidade é uma questão de saúde: pode e deve ser tratada e possibilita, sim, a muitos casais, realizar o desejo de terem seus filhos.

O uso de hormônios em altas doses para estimular a produção de óvulos pode ser mais uma fonte de desequilíbrio e estresse emocional para as mulheres, evidenciando a importância do suporte emocional por parte do parceiro, da família e por parte de uma equipe multidisciplinar em reprodução humana.

O que fazer para diminuir a tensão?

Cada componente do casal se adapta melhor a um tipo de atividade. O importante é escolher algo que propicie relaxamento e momentos de lazer e prazer. Ioga, meditação, massagens são boas opções, bem como a acupuntura.

Para o casal, o mais importante é cultivar a compreensão mútua, relaxar e deixar a parte difícil para uma equipe especializada em Reprodução Humana. Nos casos necessários, o apoio psicológico especializado sempre deve ser oferecido. Conte conosco!